
Os sentimentos me lembram a água em seus trajetos pelos rios, cachoeiras e mares. Às vezes correm serenas, às vezes revoltas. Às vezes ficam presas em diques ou represas, e rodam em turbilhões, em seus manifestos de revolta.
Outras vezes se soltam, estourando represas, ou mais, em tsunames. E saem inundando tudo.
Assim são os sentimentos. Às vezes serenos, suaves e controláveis, como um rio que corre tranqüilo em seu leito. Outras vezes, represados em turbilhões angustiantes, se misturando, se confundindo, enlouquecendo seu reservatório, sem poder se soltar. Algumas vezes se extrapolando como tsunames devastadores, destruidores, enlouquecedores.
Porém, antes do tsuname, sempre há mostras de saturação. Como sutis pedidos de socorro, que em geral não são percebidos por ninguém.
Qual será o segredo para controlar tantos sentimentos controversos, tão fortes, tão requisitantes, sem enlouquecer e sem transbordar?
Escrever ajuda um pouco, mas não o suficiente, pois é impossível falar tudo que vai na alma, sob o risco de horrorizar geral.
É preciso medir, peneirar, e enfeitar para ficar deglutivel e não chocar.
Imagino como seria aliviador poder gritar, soltar os cachorros, como se diz popularmente. Liberar todas as emoções fortes que nos sufocam. Bonitas ou feias sem nos importarmos com as conseqüências.
Mas como somos cidadãos, portanto preocupados com o resultado de nossos atos e principalmente de nossas palavras, tentamos extrair de nossos sentimentos e experiências sempre o melhor para passarmos adiante.
Por isso, a mensagem que me ocorre deixar agora é a seguinte: É melhor ter emoções fortes e sentir cada momento da vida com paixão a passar toda a existência tranqüila e serenamente, sem conhecer a doçura, por nunca ter experimentado a tormenta.
“Sentimentos sem freios são forças indomáveis e devastadoras.”
(Graça Mourão)
Fonte das Figuras:
Fotosolonqueiroz.blogspot.com
365diasviajando.com
Plaiystation-3.gametotal.com.br