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maio 15, 2011

Qual será a tua cara?
Como será a tua fala?
E o teu jeito, como será?
No teu peito, o que trará?

Uma alegria incontida?
Que se espalha e contagia!
Ou uma tristeza escondida?
Que finge ser alegria.

Ou talvez, um mar de mansidão e paz?
Que é bálsamo e conforto!
Quem sabe, uma inquietação contumaz?
De um coração revolto!

Que vive sempre a buscar…
Sem nem saber o quê!
Apenas a certeza de saber
Que precisa encontrar, ou buscar…
Enquanto viver!

Tua cara, talvez, esta seja.
Tão igual a minha.
Que por isso, não te veja!

E assim, vamos nós, caminhando…
Os dois na solidão.
Sempre em vão, buscando.
O sossego do coração!

“Ah o amor… que nasce não sei onde, vem não sei como e dói não sei porque…”
(Carlos Drumond de Andrade)

Ps: A idéia era escrever uma crônica, mas o Poeta abafou o Cronista.


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