O Amor visto por um ângulo mais sincero, (Sem jargões utópicos).

dezembro 3, 2009

Na minha concepção existem dois tipos de amor que são reais, livres e totais, mesmo que unilaterais.
O primeiro e mais importante: É o amor de Mãe; Total, completa e irrestritamente incondicional. O filho pode ser qualquer coisa. Um arremedo, um ingrato, um bandido, uma fraude, um desalmado que nem lhe retribui o imenso amor que lhe é dedicado. E ainda assim será sempre amado, enquanto a mãe viver.
O segundo, É o amor Platônico. Esse é aquele amor, onde as pessoas que amam, são covardes, e não têm coragem de correr riscos, se aventurar nas emoções e desafios, que um amor real necessita, por isso mantêm esse amor enclausurado, dentro dos limites de seu próprio ser, justamente para não sofrer decepções, preferem amar intensamente um amor de fantasia, que é livre porque não depende da participação do outro, e por isso mesmo nunca será recusado ou contrariado. É como tudo na vida que só depende de você. Sucesso total.
Agora o Amor de Verdade e Verdadeiro, não é incondicional e nem platônico.
Porque ele é vivido por seres humanos, cheios de falhas, e necessita superar as diversidades e incompatibilidades, os pequenos desajustes da vida de cada um, e apesar disso continuar inteiro, porque amar de verdade, é amar o imperfeito, e fazer de cada um de dois, um único nós.
Também não é platônico, porque extrapola todos os limites do SER, ele se arrisca e se entrega livremente, corajosamente, sem medo de ser rechaçado, ele não usa de embustes, nem falsidades para ser apreciado, ele não mede esforços, ele cria oportunidades, porque é em si prioridade, é o sopro de vida dos que amam de verdade. Enfim ele È…
O fato dele precisar de eco, de correspondência, da pele na pele, do olho no olho,de ouvir a voz do outro, mesmo através da distância, de sexo que nada mais é que a verbalização maior dos que amam, de trocar pequenas ou grandes realizações, de se sentir presente e importante na vida do outro, mesmo que a distancia, isso não quer dizer que não seja amor verdadeiro, e sim que o amor é uma pequena e frágil semente que possui vida e precisa ser cuidado com carinho e atenção para que sobreviva e cresça forte, assim como qualquer semente ou qualquer planta.
Só que as pessoas não querem ter o trabalho de cuidar, e querem apenas ser cuidadas. Então preferem dizer que isso se chama egoísmo, assim fica mais fácil. Na minha concepção egoísmo é algo muito diferente.
Egoísmo é querer dominar o outro, controlar com quem ele anda, ou o que ele faz, quando não está com a gente. Querer saber se ele ama mais alguém, alem da gente, (Quando o que importa mesmo é saber pra onde ele volta sempre, depois de tudo). Enfim, se saber e se sentir “O Porto Seguro, o lugar do aconchego, do descanso da alma”. Não interessa o que acontece, quando não está com a gente, e isso sim, é que é deixar livre, sem aprisionamento, sem cobranças ou sem explicações. Egoísta é quem não quer se preocupar com as necessidades afetivas do outro, quem poda o crescimento pessoal movido por sentimentos mesquinhos, como por exemplo o ciúme.
Querer compartilhar a vida, brindar as realizações, e sentir a presença mesmo que não física do outro, nunca foi nem será egoísmo ou falta de liberdade, é sim AMOR.
E quem pensa diferente, está equivocado.
Esse negócio de dizer que o amor é livre e sem egoísmos, só porque as pessoas se trombam por acaso e esporadicamente pela vida, sem nenhuma previsão ou comprometimento emocional, alimentado mesmo que a distancia e por tempo indeterminado, simplesmente quando acontece, e não porque sentem falta do outro. Me desculpem a franqueza. Isso não é amor, e sim libertinagem camuflada.

“Não há amor verdadeiro, senão entre pessoas que dispõem livremente de si próprias para se darem à outra”.
(Jacques Philippe)

Fonte da Figura: pt.wikipedia.orgwiki