Aprendendo a ser feliz sem a dependência de outro

março 30, 2010

Já no período helenístico (século lll e ll a.C.) à busca da realização pessoal e da felicidade se baseia na integração da vida com a racionalidade do cosmos, e da auto-suficiência interior.

Mas os indivíduos teimosamente tentam encontrar a felicidade no mito da alma gêmea ou do par ideal.

A coisa mais difícil desse mundo é justamente aprender a difícil arte da convivência, seja com o outro, seja com você mesmo.

Apesar de ser um trabalho árduo e que demanda alta dose de paciência, o aprendizado da convivência com o outro; ele não te garante sucesso, mesmo sendo você um aluno dedicado e esforçado, pois se o outro não corresponder ao seu esforço o resultado é nulo.

Por isso mesmo, o mais sensato é a volta à reflexão helênica, na busca de uma nova identidade, no propósito de se alcançar a felicidade.

Um novo entendimento sobre a existência humana.

Uma reflexão que responda às nossas angústias.

Assim, chegamos à conclusão de que apesar de ser ainda mais difícil; o ideal é utilizarmos nossa parca sabedoria para aprendermos a conviver conosco mesmos, e nos conciliarmos, e acima de tudo, nos tornarmos auto-suficientes e aprendermos a ser felizes sem depender de um outro.

“Retira-te para dentro de ti mesmo,

Somente; nesse entrar e permanecer em si,

é que podem ser encontradas a tranqüilidade e a paz da alma”.

(Epícuro)

Fonte da Figura:

2.bp.blogspot.com/…/s400/epicuro.jpg

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Roça Linda e Necessária

março 19, 2010

Deitada na rede, em volta à muito verde, um delicioso cheiro de mato, de terra molhada, de chuva, em baixo de um céu de azul intenso, com a brisa suave batendo no rosto e um sol maravilhoso banhando todo o cenário e me aquecendo os pés. O silêncio divino só era quebrado pela sinfonia da natureza, orquestrada pelos pássaros diversos, cigarras e cotovias.
Em sintonia total com o Universo, uma paz infinita me envolveu, e me senti talvez, pela primeira vez na vida, pois não me vem à memória, outra ocasião em que tenha vivenciado essa harmônica experiência de estar totalmente integrada no momento, no aqui, no agora, sem tensões, sem ansiedade, sem desejos, sem frustrações. Completamente conectada ao todo. Feliz!!! Ah! Como eu precisava disso; e não sabia.
Quem vive em cidade grande, agitada e turbulenta, necessita de quando em quando, da magia da Roça. De pés no chão, descalços, andando na grama e sentindo a vida palpitar na sola dos pés. Precisa sentar embaixo do sapé e olhar a lagoa com suas águas tranqüilas. Precisa entrar na Roça e deixar que a Roça entre na gente e apague todas as angústias da cidade grande, trazendo de volta a paz necessária para renovar as energias exauridas na grande e consumidora metrópole.

Fonte das Figuras:

origin.casa.abril.com.br/…/cc0527_roca_00p.jpg

quiosquepiratininga.com

“A vida feliz consiste na tranqüilidade da mente”.
(Cícero)


Anjos Ocasionais

março 13, 2010

Será que você já foi Anjo por um dia, uma hora, ou um período de tempo qualquer, e nem ficou sabendo?…
Ou será que você já foi visitado por Anjos e não percebeu?…
Sim, é bem possível que a primeira hipótese já tenha acontecido.
E a segunda é verdadeiramente um fato na vida de todos nós.
Estou falando dos Anjos Ocasionais. Eles passam em nossas vidas o tempo todo, estão sempre entrando e saindo, e promovendo pequenas ações que geram uma corrente de reações em cadeia, que afeta todo um processo de acontecimentos em nossa vida, e as vezes geram um movimento que acaba afetando outras pessoas que fazem parte de nosso mundo, e mudando o rumo de uma situação, sempre com resultados positivos e felizes.
Para que você possa entender do que estou falando, e comece a conhecer seus Anjos, quando eles te visitarem, vou te contar uma pequena história…
Certa vez perdi um objeto de suma importância, que se eu não achasse de volta, iria desencadear uma série de acontecimentos desagradáveis que não seriam sentidos só por mim. Eu me encontrava de viajem marcada, o que complicava toda a situação.
Enfim, nem me dei conta da perda até precisar do objeto para viajar.
Quando percebi, fiquei desorientada, porem contra todas as probabilidades, e sem nenhuma esperança de sucesso tentei refazer meus passos desde o último momento em que me lembrava ainda ter o objeto em meu poder.
Quando já estava quase a desistir e praticamente desesperada, encontrei meu Anjo, que me sorriu aliviada e feliz, e declarou: Que bom que resolvi esperar mais um dia. Hoje eu iria destruir seu objeto, coisa que já deveria ter feito à dois dias. Mas algo sempre me fazia recuar, mesmo sabendo que não era este o procedimento padrão.
E assim, todo um processo ruim foi invertido em um episódio da minha vida.
Ao comentar todo o ocorrido com minha filha Greici, que é uma escritora nata e maravilhosa, ela me disse: “Mãinha, vou te falar uma coisa que vai te marcar, guarde bem estas palavras: Sempre tem alguém perto da gente para nos proteger e ajudar, mesmo que seja alguém que a gente nem conheça. São os Anjos Ocasionais, Eles existem, e estou escrevendo um romance sobre eles”.
Depois disso fiquei atenta e já percebi a passagem de diversos deles em minha vida. Alguns você nem chega a conhecer pessoalmente, mas consegue identificar a passagem, quando acontece.
Um dos meus Anjos, por exemplo, passou em minha vida ao me ligar por engano e mudar toda uma situação que me trouxe muita felicidade, e eu nunca cheguei a lhe saber nem o nome. Um outro foi encarregado de me ajudar a vencer a guerra contra o câncer. Hoje geralmente eu identifico meus Anjos e mesmo sem conhecê-los percebo-lhes a passagem em meu mundo.
Agora, saber se você foi Anjo por um dia ou mais, já é mais difícil, porque não é você quem decide que fez o milagre e sim quem recebe o milagre, e na maioria das vezes, você não fica sabendo. Mas você pode tentar ser sempre solidário mesmo pensando que o seu ato é insignificante, e quem sabe com seu pequeno gesto de amor ao próximo, você fará a diferença na vida de alguém e será Anjo Ocasional por um dia?

“Dentro de cada pessoa mora um Anjo. E em algum momento de nossas vidas, esse Anjo se manifesta”.
(Greici Mourão)

Fonte da Figura:

laravazz.files.wordpress.com/2010/03/anjos-de..


Rio que Encanta

março 1, 2010

Num dia de céu tão claro
Encho os olhos e me regalo.
Da minha janela consigo avistar
Até Niterói, e um bom pedaço de mar.

O Pão de Açúcar, fico a olhar…
Com seus bondinhos, pra lá e pra cá…
Num sobe e desce incansável.
Surpreende-me ainda, esta beleza incomparável.

Lá vem o helicóptero
Todo colorido e brilhante
Corro e pego meu binóculo
E me perco em um cerco conflitante.

Pra onde olhar…?
Para o helicóptero? Para os bondinhos?
Ou para o navio que está a passar?
Ah! Mas que linda regata! Tantos barquinhos.

Lá longe, está a ponte
Aqui pertinho a fonte
Lindas palmeiras, Largo do Machado.
Rio/Niterói, Mas que pecado!

Perdí o navio cargueiro
E o lindo avião de passageiro.
Já está pousando
Mas lá vem outro decolando.

Agora não sei se olho os verdes montes
Que circundam a baía de Guanabara
Ou se volto aos bondes,
Ou ainda, à torre da Matriz Centenária.

O Cristo, daqui não consigo ver
Está atrás de mim, à me proteger.
Mas a beleza que vejo é tanta
Que minhálma se encanta.

Eu sou obrigada a admitir
Esta é a cidade maravilhosa, com certeza.
E todos se apaixonam por ela.

Não posso mais me omitir
Pois nunca vi tanta beleza
És realmente a mais bela.

Cidade de São Sebastião
És do Brasil o coração
E como não podia deixar de ser
Também me apaixonei por você.

Assim, como não sei pintar
Tua beleza numa tela
Em versos vou cantar
Tua linda aquarela.

“Tela artística alguma conseguiria ser mais bela
Que tua beleza natural Rio
de Janeiro à janeiro.”

(Homenagem à Cidade Maravilhosa pelo seu Aniversário)

1/3/2010

Fonte das Figuras:

 www.baixaki.com.br;www.bondinho.com.br 

arvoresdesaopaulo.wordpress.com; flickr.com

mar.mil.br; pt.wikipedia.orgwiki; info.abril.com.br