Auto-Terapia

maio 31, 2010

A Solidão é lugar comum na atualidade.
Só se houve falar de mulheres solitárias, que apesar de bonitas, inteligentes, independentes, etc… Não conseguem um companheiro para lhes alegrar a vida e viver o amor que tanto almejam.
Já pelo lado dos homens, vemos homens realmente interessantes, que teriam tudo para viver uma relação de amor e companheirismo ideal, tão desejada por eles quanto por elas. Porém apesar disso, são homens galinhas que mantêm uma relação estável em casa, com uma companheira que não lhes é satisfatória, e vão em busca de outras relações extras, procurando suprir as falhas da relação estável e insatisfatória , sem nenhum escrúpulo quanto às conseqüências de tal procedimento.
Não se importam com o sofrimento que vão causar, e muito menos com o fato de espalhar pelo mundo filhos de diversas mães.
Ao longo de quatro décadas tentando sem conseguir encontrar, meu Príncipe.
Parei para pensar que algo deveria estar errado.
Comecei a fazer uma auto-terapia, e principiei por uma análise da minha própria vida, à partir da primeira infância.
Fiz descobertas incríveis, e cheguei à conclusão, que somos todos doentes; Nós, as mulheres solitárias, assim como eles, os galinhas inconseqüentes.
Viemos todos de alguma família desajustada ou de alguma situação de angustia ou conflito em nossas infâncias, que nos marcaram profundamente, e nos fizeram sentir inseguros ou incapazes.
Assim passamos a vida a correr atráz de pessoas inacessíveis, na tentativa de provar para nós mesmos que somos capazes, pois vencendo o desafio atual, é como se estivéssemos nos curando da insegurança da infância.
Isso vale tanto para elas quanto para eles. Porém eles, ainda têm um sobressalente,
O fato de sair por aí partindo corações dá a eles a sensação de vitória que tanto, desejaram ter em seu conflito de infância, que os fazia inseguros ou incapazes.
Agora, ao invés de estar tentando encontrar um príncipe, estou em busca de me curar das feridas da infância e me tornar uma pessoa inteira e feliz comigo mesma. E creio que em breve estarei apta a reconhecer um doente quando o conhecer, e correr dele em vez de correr pra ele. Ou talvez, nem chegue a conhecê-los, pois isso funciona como um imã.
No momento em que estiver curada só vou atrair e me sentir atraída por pessoas acessíveis e saudáveis, que antes me pareciam enfadonhas, por não representarem um desafio.
E talvez quando menos esperar, ele apareça. Sem buscas, sem estresses.
Se você também é solitária, e não consegue entender seus fracassos, faça uma análise de sua vida desde a infância. Este é o caminho para as descobertas, que podem mudar a nossa história.

Gostaria de fazer um aparte:
Não estou generalizando, nem às mulheres solitárias, nem os homens galinhas. E nem me referindo a ninguém em particular. Entendo perfeitamente que os motivos podem ser sui gêneres. Desejo apenas, a titulo de auto-ajuda, passar uma experiência vivida que possa beneficiar outras pessoas. Este sempre foi o propósito deste blog.

“Vencer a si próprio é a maior das Vitórias”.
(Platão)



Fonte da Figura:
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Reconstrução

maio 24, 2010

A reconstrução deve começar pelo desmanche. É tão difícil se desfazer de coisas antigas, já internalizadas, tão nossas conhecidas, destituídas do irracional medo do novo.
Mais difícil ainda é identificar e definir o que deve entrar para a lista negra do desmanche. Costumamos nos apegar amorosamente às coisas antigas, mesmo que nos façam mal; elas são tão nossas que já fazem parte de nós.
É um processo difícil e doloroso a reconstrução, e requer coragem e força de vontade. Mas tão logo iniciada, começamos a sentir uma gratificante leveza.
É como se um grande peso fosse tirado de nossas costas.
Até que chega uma hora que a gente se sente tão leve que parece estar novo em folha, e aí percebe que há um grande espaço para ser preenchido com novos aprendizados. Novas experiências e sabedorias que já não nos parecem tão aterradoras.
Assim como o bebê que antes engatinhava e se aventura nos passos que tanto o assustavam antes, parecendo impossíveis.
Assim também somos nós ao iniciarmos um novo ciclo em nossa caminhada.
Só precisamos ousar.
E a nova reconstrução vai se edificando naturalmente, e uma grande sensação de realização vai nos tomando.
É como um engenheiro admirando a obra de um edifício pronto no qual se empenhou ativamente.
Mas não se esqueça, um edifício não é o fim. Tem que ter sempre um próximo.

“Nós não somos o que gostaríamos de ser.
Nós não somos o que ainda iremos ser.
Mas, graças a Deus,
Não somos mais quem nós éramos”.
(Martin Luther King)

Fonte da Figura:
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Teoria Quântica

maio 17, 2010

De acordo com a Teoria Quântica, nem o corpóreo é real, pois segundo tal estudo é a velocidade de vibração no movimento dos elétrons, que nos dá uma ilusória impressão de corpóreo. Pois se não fosse essa vibração, nós seríamos tão infimamente diminutos, que nem seríamos vistos, assim como o átomo, que nada mais é que um pequeno núcleo envolto por um espaço vazio onde os elétrons vibram intensamente. Ou seja, somos um grande vazio formado de pequenos núcleos.
O grande problema é quando o espaço vazio fica mais real em nós que os pequenos núcleos, e percebemos com clareza a ilusória causada pela vibração dos elétrons.
Se tudo é vazio e nada é real como subsistir?
Se nada é real e até Deus é insondável, uma vez que ele não está em lugar nenhum, estando em toda parte, portanto se antes nada existia e passou a existir a partir da criação de Deus. Então antes da criação nada existia. O que torna um absurdo sondar o insondável. É como perguntar quem veio primeiro: O ovo ou a galinha? A criação ou o Criador? Perco-me em interrogações…???

“Homens convictos são prisioneiros”.
(Friedrich Nietzsche)

Fonte da Figura:
1.bp.blogspot.com/…/s320/átomo.bmp


Insondável Vazio

maio 15, 2010

Os dias são uma interminável, insuportável sucessão de vazios, onde se inventa enorme quantidade de atividades que nada significam, nem alteram a medonha imensidão de espaço desocupado que se espalha pela noite adentro, invadindo, sufocando, desesperando o desesperado, esquecido em eterna espera no seu martírio particular, sem no entanto o libertar da medíocre esperança de uma resposta para suas angústias especulativas, não importando que nome lhes sejam atribuídos: Solidão?…Incompletude?…Desamor?…Deus?…?…?…?…?…?…?…?…
Não importa.
Importante é que um sentido se faça para justificar tamanha necessidade de algo que soe como Verdade e que dê significado à Vida, preenchendo o vazio, mitigando essa dor tão doída.

O Poeta é um fingidor, finge tão completamente que
chega a fingir que é dor a dor que deveras sente”.
( Fernando Pessoa)

Fonte da Figura:
botecoliterario.files.wordpress.com/2007/06/i


Sossego da alma (O Não Ser)

maio 8, 2010

Sem lenço, sem documento, de flor em flor sorvendo o néctar, desfrutando o calor do sol e o frescor da chuva, o céu estrelado e o clima ameno de outono seja dia ou noite.
Caminhando sem rumo na direção do vento. Sem pressa, sem nada no pensamento, sem contar o tempo.
Bebendo a beleza natural, se alimentando do universal, apenas um Ser elemental.
O Peregrino em seu elemento, (O Bem, O Belo, O Bom).Eliminando as dores da vida, com seu caminhar.
Completamente livre de todo o material, o racional e o emocional.
Um Ser uno, só e completo. Em perfeita sintonia. Pura e simplesmente essência.
Sem desejos, sem realizações. Sem sofrimento, sem felicidade. Sem questionamentos, sem preocupação ou responsabilidade com qualquer compromisso.
Só e somente só, um Ser em seu sublime momento; “Não SER”.

“Vida louca, vida breve
Já que eu não posso te levar
Quero que você me leve”.
(Cazuza)

Fonte da Figura:

4.bp.blogspot.com/_r3uqxnh1dVQ/R-6kzwDk0mI/AA.



Razão ou Fé?

maio 2, 2010

Desde a Antiguidade, mais precisamente no fim do Império Romano, o surgimento do Cristianismo e sua enorme difusão após a primeira metade do século l resultam no confronto entre fé e razão.
De um lado o cristianismo judeu e do outro o paganismo mítico grego, e desse amálgama de tradições nasce a nossa cultura ocidental. E talvez seja esse um dos motivos (hereditariedade cultural), a nos manter por séculos prisioneiros dessa incerteza atroz: “Razão ou Fé?”
E em plena Modernidade, a angustia persiste, nos impele à especulação da verdade, à busca da Arkhé, à tentativa da compreensão do Criador, ao desesperador suplicio por uma resposta verdadeira, completa e absoluta, e nos prostra no escárnio de um silêncio irônico e mudo.
E assim mais uma vez, nos impele à busca do conhecimento, e ao desejo insano de ir na vida, além da vida, no cosmo, além do cosmo, e nessa cosmologia redonda de um devir sem fim, volto a mim.
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“Para pesquisar a verdade é preciso duvidar,
quanto seja possível, de todas as coisas, uma vez na vida”.
(René Descartes)

“Duvido de tudo, mas ao duvidar estou pensando, e se penso existo”.
(René Descartes)

Fonte da Figura:
http://www.jota7.com/img/noticias/deus_2.jpg