Rio Cidade Maravilhosa

novembro 29, 2010

Apesar da Guerra civil no Rio, do clima de tensão, que toma todos, com os helicópteros da Policia sobrevoando o tempo todo, com as balas rasantes na zona de conflito, o medo constante em sair de casa, entrar num ônibus, etc…
É impossível não ter um olhar de espanto e assombro para essa espetacular beleza que faz parte, e é de fato, a Cidade Maravilhosa, com a visão dos bondinhos subindo e descendo, os aviões pousando e decolando no Stºs. Dumont, o azul infinito do mar, os montes verdes que circundam a baia de Guanabara, as palmeiras que se perfilam e espalham pelo Aterro, o cheiro delicioso do mar. Enfim, a despeito de toda a problemática de uma grande metrópole, de se viver refém das regras do tráfico, e de todas as complexidades que isso traz, a cidade maravilhosa, continua maravilhosa.
E nesse dia abençoado de um sol esplendoroso, límpido céu azul e águas claras e mornas, aproveito para me despedir, e não já sem saudades, das águas de iemanjá e dessa maravilhosa cidade de clima palpitante, que tanto amo. Vou declamar por uns tempos às Minas Gerais.
Ainda não sei se volto, só de visita, ou se continuando parte integrante deste cenário que me fascina, embora também me preocupe, como a todos que aqui vivem. Mas uma coisa é certa, sentirei muita saudade do meu cantinho da inspiração e do meu lindíssimo habitat. Mas não vou tomar nenhuma decisão precipitada. Vou deixar a vida me levar.
Quero aproveitar o ensejo para dizer que comecei o ano dizendo que este seria o ano dourado. De fato não foi o ano de ouro, pois não consegui encontrar meu “velocino”, minha “rosa azul”. Embora em algum momento próximo tenha pensado avistá-los, mas foi só uma miragem, como os oásis avistados pelos peregrinos sedentos no deserto. (Situação Similar).
Mas com certeza foi sim um ano dourado, que trouxe conquistas significativas. Dois livros publicados, mais um degrau alcançado no caminho da luz, entre outras coisas. Assim quero deixar aqui o meu agradecimento ao Universo por ter conspirado a favor, e a todos aqueles que de alguma forma fizeram parte da minha jornada nesse ano dourado. Colaboradores que participaram de diferentes projetos; queridos colegas que palmilharam cada passo dessa jornada sofrida e realizadora que é à busca do conhecimento; grandes Mestres que doaram o melhor de si, com dedicação, para nosso crescimento; amigos e parentes que floriram nossos dias com seu carinho; Vocês, queridos leitores que me homenageiam, com sua busca pelas minhas humildes palavras; Também quero agradecer aos que neste momento arriscam suas vidas para libertar o Rio refém do tráfico; ao Governador que comanda toda essa mega operação com admirável coragem; e finalmente aqueles que são a força e a motivação maior em minha vida: Meus amados filhos e netos.
A todos esses desejo um Natal de Paz, Amor e Realizações. E que 2011 cheque com um Rio Livre, Pacificado, e Novo, fazendo da Cidade Maravilhosa, uma maravilhosa cidade para se viver.

“Não há como a força do Estado para garantir a liberdade dos seus membros”.
(Jean Jacques Rousseau)

Fonte das Figuras:
commons.wikimedia.; org wayn.com;  mochileiroscomguia.blogspot.com;
cafehistoria.ning.com; gtcmossoro.blogspot.com; g1.globo.com


Síndrome da Casa Cheia

novembro 19, 2010

Já há algum tempo venho fazendo uma autoterapia. O que isso quer dizer? Bem, resumindo bastante, todo o processo se constitui em uma busca de si mesmo. Ou seja, tentar se analisar desde a mais tenra idade, até a fase atual, prestando muita atenção em tudo no que se baseia sua vida, inclusive nos pequenos detalhes, que as vezes nos parecem sem importância, e de repente se mostram foco de um problema que incomoda bastante.
É assim, como um estalo. Na verdade tudo está guardado no inconsciente.
E quando se começa o processo estando-se atento às pequenas coisas, percebe-se que um gesto ou uma palavra que escapa inadvertidamente é o suficiente para causar o estalo esclarecedor.
Foi assim comigo. Tenho conseguido resolver alguns dos problemas que me afetam. Por exemplo, a solidão que tanto me incomoda, e chegou até a tornar-se causa de depressão. E de repente… Bummm! Um estalo. E surgiu o esclarecimento.
Sempre pensei que minha solidão se devesse a n coisas não realizadas. Ou insatisfatórias. Cheguei a pensar que nasci na época errada, no mundo errado. Sempre me sentindo fora de contexto, à parte do mundo, e não conseguia me entender. Aí sem mais nem menos, o estalo. Surgiu de apenas duas palavras: “Casa Cheia”. Entendi meu dilema. Sou uma entre oito irmãos, que cresceram em uma casa sempre cheia. Daquelas de antigamente; Com pai, mãe, avós, tios e tias, e muitos primos.
Depois, em minha vida adulta, tive cinco filhos. Durante anos vivi rodeada de sogro, sogra, cunhadas, cunhados e muitos sobrinhos.
Quando os garotos cresceram, aí a casa vivia cheia de amigos, namoradas e namorados. Depois veio a fase do bota fora. Cada um foi  seguindo seu caminho, até que me vi completamente só. A casa virou um deserto.
Então comecei a sentir uma solidão progressiva e avassaladora, mas não me dei conta de um fato muito simples, por ser ele uma conseqüência natural da vida. A minha rotina havia mudado completamente, e isso era o cerne da questão, e não os mil motivos que inventei.
Então entendi que todas as respostas estão dentro da gente. É só procurar.
Portanto, busque-se, descubra-se. Esta é uma viagem muito interessante.

“Ouse Conquistar a Si mesmo”.
(Nietzche)

Fonte da Figura: freebirds.wordpress.com


Experiência

novembro 15, 2010

Hoje eu quero abrir este espaço pedindo desculpas pelo meu sumiço, que posso explicar: Estava me preparando para uma prova, que fiz neste sábado 13. Eu sabia que seria muito difícil, mas não imaginava que fosse tanto. Estudei muito, o que não impediu que me tornasse uma decepção, pra mim mesma, e provavelmente para o grande mestre que se dedicou tanto para mostrar a luz a seus pequenos aprendizes. Digo pequenos por nos encontrarmos ainda, no fundo da caverna; Nada a ver com idade, pois somos todos marmanjos; buscando o caminho da saída, para poder ver a luz do sol.
Porem não sei o que aconteceu. Deu branco. Entrei em desespero e quase entreguei a prova em branco. Mas depois resolvi lutar até o fim. E comecei a escrever. Escrevi até o último tempo. Pensei, posso até morrer na praia, mas vou nadar enquanto tiver fôlego. E assim, enquanto lembrar de algo que possa fazer sentido, vou tentando acertar. Pois se tudo que conhecemos, é apenas reconhecido, relembrado, posto que a alma já conhece. Então, em algum momento, hei de me lembrar de algo que seja conhecimento, já conhecido da alma, e me ajude a “atravessar com grande custo este mar de dificuldades” (Platão). E se morrer na praia, terei perdido uma batalha, mas não a guerra. E continuarei a lutar pela luz do sol, que brilha fora da caverna. E chegarei lá, com certeza. Pois um guerreiro nunca desiste. Portanto, vamos em frente companheiros desta jornada, porque nada acaba antes do fim. E nós estamos só na metade do caminho. Coragem e avante, vamos buscar a luz. Não desistam. Eu não desistirei

“Não passou na Prova?… Fracasso? Derrota?
Não. Apenas Experiência” .
(Graça Mourão)

“É fazendo que se aprende a fazer aquilo que se deve aprender a fazer”.
(Aristóteles)

Fonte da Figura: noticias.r7.com