O Circulo (Um Eterno Devir)

dezembro 31, 2010

Relembrando uma conversa antiga, onde alguém afirmava convictamente:
“Morreu, acabou; Não existe nenhum depois”.
Fiquei a cismar como seria maravilhoso se assim de fato fosse.
O descanso enfim… O nada. Embora esse desfecho tornasse ainda mais sem sentido esta vida, que já achamos terrivelmente sem sentido e tediosa.
Por mais que tentemos capitar-lhe o sentido, em nossa pequenez mental ou espiritual não conseguimos alcançá-lo.
Persistindo na cisma, o cansaço me alarma na conjectura de uma vida eterna, um labor sem fim, uma interminável troca de débitos e créditos sucessivamente pela eternidade.
Um circulo vicioso, sem inicio, meio ou fim. Apenas um circulo, como todos os círculos.
O Planeta, onde vivemos; O Óvulo, de onde viemos; O Átomo, formador de toda à matéria. Enfim, um eterno Devir.
Realmente desesperador. Por isso talvez a amnésia entre as diversas etapas seja tão necessária, ou o mundo se transformaria em um gigantesco manicômio. O mistério nesse caso é misericordioso, pois o não saber se a opção verdadeira é a primeira (morreu, acabou), ou a segunda (a vida continua indefinidamente, com todas as suas conseqüências); Nos ajuda a suportar o peso de cada jornada, fazendo da dúvida o menor de nossos sofrimentos.

E por falar em eterno Devir…
Adeus Ano Velho… e

Feliz Ano Novo
À Todos

Principalmente aos adeptos da 2ª opção. Esses precisam mais.

“A todo instante a existência principia; em torno de cada aqui, gira a esfera do acolá.
O centro está em toda parte. Tortuosa é a senda da eternidade”.
(Friedrich Nietzsche)

Fonte das Figuras: colegiointerativa.com. simplesmentebeijaflor.com  

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