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maio 15, 2011

Qual será a tua cara?
Como será a tua fala?
E o teu jeito, como será?
No teu peito, o que trará?

Uma alegria incontida?
Que se espalha e contagia!
Ou uma tristeza escondida?
Que finge ser alegria.

Ou talvez, um mar de mansidão e paz?
Que é bálsamo e conforto!
Quem sabe, uma inquietação contumaz?
De um coração revolto!

Que vive sempre a buscar…
Sem nem saber o quê!
Apenas a certeza de saber
Que precisa encontrar, ou buscar…
Enquanto viver!

Tua cara, talvez, esta seja.
Tão igual a minha.
Que por isso, não te veja!

E assim, vamos nós, caminhando…
Os dois na solidão.
Sempre em vão, buscando.
O sossego do coração!

“Ah o amor… que nasce não sei onde, vem não sei como e dói não sei porque…”
(Carlos Drumond de Andrade)

Ps: A idéia era escrever uma crônica, mas o Poeta abafou o Cronista.

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Torrentes

maio 5, 2011

Os sentimentos me lembram a água em seus trajetos pelos rios, cachoeiras e mares. Às vezes correm serenas, às vezes revoltas. Às vezes ficam presas em diques ou represas, e rodam em turbilhões, em seus manifestos de revolta.
Outras vezes se soltam, estourando represas, ou mais, em tsunames. E saem inundando tudo.
Assim são os sentimentos. Às vezes serenos, suaves e controláveis, como um rio que corre tranqüilo em seu leito. Outras vezes, represados em turbilhões angustiantes, se misturando, se confundindo, enlouquecendo seu reservatório, sem poder se soltar. Algumas vezes se extrapolando como tsunames devastadores, destruidores, enlouquecedores.
Porém, antes do tsuname, sempre há mostras de saturação. Como sutis pedidos de socorro, que em geral não são percebidos por ninguém.
Qual será o segredo para controlar tantos sentimentos controversos, tão fortes, tão requisitantes, sem enlouquecer e sem transbordar?
Escrever ajuda um pouco, mas não o suficiente, pois é impossível falar tudo que vai na alma, sob o risco de horrorizar geral.
É preciso medir, peneirar, e enfeitar para ficar deglutivel e não chocar.
Imagino como seria aliviador poder gritar, soltar os cachorros, como se diz popularmente. Liberar todas as emoções fortes que nos sufocam. Bonitas ou feias sem nos importarmos com as conseqüências.
Mas como somos cidadãos, portanto preocupados com o resultado de nossos atos e principalmente de nossas palavras, tentamos extrair de nossos sentimentos e experiências sempre o melhor para passarmos adiante.
Por isso, a mensagem que me ocorre deixar agora é a seguinte: É melhor ter emoções fortes e sentir cada momento da vida com paixão a passar toda a existência tranqüila e serenamente, sem conhecer a doçura, por nunca ter experimentado a tormenta.

“Sentimentos sem freios são forças indomáveis e devastadoras.”
(Graça Mourão)

Fonte das Figuras:
Fotosolonqueiroz.blogspot.com
365diasviajando.com
Plaiystation-3.gametotal.com.br


Ingratidão

maio 1, 2011

Talvez você já tenha ouvido falar sobre aquela história do… “Venha a nós e o vosso reino nada!”
Pois é, eu chamo a isso de ingratidão. E esse é um sentimentozinho amargo. Difícil de engolir, causa mal estar, estress, fadiga, e grande tristeza.
Enfim, só traz coisas ruins pra gente.
Por isso, hoje eu me policio bastante para não ser ingrata. Detestaria causar tantos sintomas desagradáveis em alguém.
Em contra partida estou pelejando para aprender a não deixar que outros me causem esses mesmos sintomas.
Se você também se recente com a ingratidão. Se acha que não é valorizado ou querido. Tente fazer o bem, sem olhar a quem. Não espere agradecimento ou recompensa.
Se possível, faça tudo anonimamente. Procure sempre ser invisível, ou seja, passe despercebido. Não espere nada de ninguém.
Assim, com certeza você será mais feliz. Ou pelo menos, não será infeliz.

“Exige muito de ti e espera pouco dos outros
Assim, evitarás muitos aborrecimentos “.
(Confúcio)

Fonte das Figuras:

irismaroliveira.blogspot.com 

grandesmensagens.com.br