Libertação

março 20, 2016

broken-chains (1)

Brincando de escrever tudo que aparecer, vou tentar ver se descubro onde se escondeu a danada da inspiração, que há muito me abandonou; e dela estou a morrer de saudade.

Quero voltar a conversar com o papel e o lápis, e poder descarregar toda a incerteza que me cerca a vida, toda a dor de certezas vividas, toda a alegria de emoções sentidas.

Quero compartilhar o que me vai na alma, e até a própria alma, e perceber que não sou ímpar; muitos se identificam, e isso me acalenta e me faz parte de algo maior que eu.

Estou retornando ao Aterro do Flamengo hoje, 20/3/16, depois de 2 anos fora do Rio e de muitas experiências tanto boas quanto ruins, e de pensar que nunca mais voltaria a usufruir deste oásis, pelo menos não como nativa.

Pensava também que nunca mais conseguiria escrever, mas a vida tem insistido em me mostrar que não existe nunca mais, enquanto existe vida. Tudo é transitório.

E a vida está sempre nos surpreendendo, com novos começos e muitas expectativas, que se abrem e se mostram, só para nos mostrar que estamos vivos, e que a vida não é estática. E por mais que digamos que não queremos mais criar expectativas, elas se apresentam e são mais fortes que a nossa vontade de desejar, simplesmente porque, desejar, ter expectativas, sonhar…faz parte do Ser humano, enquanto  Ser vivente.

Para encerrar por hoje quero dizer que estou muito feliz por ter conseguido desenterrar estas pobres palavras de onde elas se escondiam. Mesmo não sendo tudo que eu queria, já é um começo.

Tive contato com o mar e a música, e a beleza deste lugar mágico, então elas brotaram, trazendo grande alegria e alivio a uma alma cheia de palavras e emoções acorrentadas.

 

“A magia da linguagem é o mais perigoso dos encantos. ”

(Edward Bulwer-Lytton)

 

Fonte da Figura: poesiaemtrovas.blogspot.com

 

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